Sem acordo com o Exército, pipeiros decidem manter greve no Ceará

Pipeiros do Ceará, em greve desde 6 de novembro de 2017, reivindicam melhorias de trabalho. (Foto: TVM/Reprodução)

Os pipeiros do Ceará, paralisados desde a última segunda-feira (6), vão continuar em greve. A decisão foi tomada após reunião com o comando da 10ª Região Militar do Exército (10ª RM), responsável por coordenar a Operação Pipa nos estados do Ceará e Piauí, nesta sexta-feira (10).

Segundo Eduardo Araújo Aragão, presidente do Sindicato dos Pipeiros do Estado do Ceará (Sinpece), as partes não chegaram a um acordo e a greve vai continuar “com mais força”. Os trabalhadores planejam novos protestos durante a semana.

O presidente afirma que, com a greve, nem um carro-pipa está circulando no estado, o que prejudica principalmente a população das regiões mais carentes, que sofrem com os efeitos da seca. Ao todo, 1.800 profissionais estão paralisados.

Reivindicações

Entre as reclamações, está a precariedade do Sistema Gpipa. O sistema de monitoramento serve para controlar as entregas de água. Cada caminhão cadastrado recebe o equipamento que registra data, hora e rota de cada caminhão. Segundo Eduardo, esses equipamentos não estão registrando de forma correta as viagens.

Os pipeiros também reivindicam pagamentos e melhores condições de trabalho e tratamento do profissional.

O G1 tentou entrar em contato com a 10ª Região Militar do Exército (10ª RM), mas as ligações não foram atendidas.

Com informações do portal G1 Ceará!