Recomeço: Sem vencer desde março de 2014, Rony Jason quer vitória para continuar no UFC

Recomeço: Sem vencer desde março de 2014, o cearense Rony Jason quer renascer das cinzas. Recomeço: No dia 11 de março, contra o canadense Jeremy Kennedy, Jason quer voltar a comemorar uma vitória no UFC. Recomeço: Derrotas, doping, tudo isso ficará para trás. Em casa, o lutador de 32 anos (com um cartel de 14 vitórias e seis derrotas) diz que sua carreira (re)começa agora no UFC. A palavra de ordem, pois, está muito clara.

– Vai ser como se fosse a minha estreia no UFC – pontuou.

Rony Jason x Jeremy Kennedy será uma das atrações do UFC Fortaleza (Foto: infoesporte)

Os treinos estão sendo feitos na cidade natal, local do próximo embate. Em Fortaleza, Rony Jason aproveita a proximidade da família para ter aquele fôlego extra. A mãe, o lutador revela, é a única que não assiste a nenhum dos combates do atleta.

– Não vê nada. Ela morre de medo. Quando eu chego para falar com ela, a primeira coisa que ela pergunta é: “Já vai lutar de novo?”. Daí eu tenho que dizer: “Vou, mãe, vou sim”. Acho que é natural, né? Ela tem medo que o filho e machuque – explicou.

Machucar é natural na profissão de Rony Jason. Foram muitos socos e chutes sofridos desde que começou a carreira nas artes marciais. Jason vive uma fase conturbada dentro da companhia e precisa da vitória para não correr o risco de ser demitido. Sobre o risco de ser cortado do UFC, o lutador garante: a pressão é grande, mas para todos.

– Todo mundo pensa nisso. Ninguém entra no octógono sem pensar nisso. A gente tem a pressão de dar show, de ter resultado positivo. Alguém ganha e alguém sai com o resultado negativo, não tem pra onde correr. Tento nem pensar muito nisso, senão o cara nem luta – esquivou-se.

Nas últimas três lutas, Rony Jason perdeu para o americano Dennis Bermudez (decisão unânime), teve um duelo sem resultado com Damon Jackson e perdeu para Robbie Peralta. Neste último caso, o resultado não agradou sobremaneira ao cearense.

– Toda luta minha tenho oportunidade de vencer. Nunca engoli a derrota para o Peralta. Daquela luta em diante minha carreira começou a desandar. Até então só considero duas derrotas. Não existiu aquela derrota para o Peralta. O cara andou o round inteiro para trás. Eu não sei como é a logística desses caras – lamentou.

Rony Jason está em casa para novo duelo pelo UFC (Foto: Juscelino Filho)

Família e amigos

Lutar em casa é bom. Ter a torcida do lado também. No entanto, o lutador revela preferir quando a arquibancada está contra ele. Talvez a vontade de vencer, de mostrar-se superior aumente. Mas o reforço que o cearense mais busca é o da família. É aí que o lutar em casa deixa de ser bom e passa a ser muito bom.

– Saí de casa com 15 anos e estou há 17 anos no mundo, sem família. Vejo sempre meus primos juntos. Não vi meus filhos crescerem. Não vi minha mãe envelhecer. Preferi fazer o camping mais perto da minha família. Estar perto dos meus amigos, da minha família, é algo muito bom – afirmou.

Jason não gosta de ver as lutas dos adversários. Tem receio de começar a ver as qualidades do rival. Mas troca figurinhas com o companheiro de octógono Godofredo Pepey.

– Mando os vídeos das lutas do meu adversário para o Pepey, porque a gente tem um estilo de luta bem parecido no chão. Daí ele assiste e a gente conversa. Trocamos opiniões mesmo. Um ajuda o outro. A gente é muito unido nesse aspecto – explicou.

Rony Jason encara, no UFC Fortaleza, no dia 11 de março, o canadense Jeremy Kennedy, pelo peso-pena (até 66kg). Esta foi a oitava luta anunciada para o card que terá o confronto entre os pesos-médios (até 84kg) Vitor Belfort e Kelvin Gastelum como atração principal.

 

Do site Combate/ G1