MPCE solicita interdição da cadeia de Pentecoste após briga entre detentos; Dois presos foram mortos

MPCE requisitou a instauração de um inquérito para apurar a entrada das armas. (Foto: Reprodução/TVM)

O Ministério Público do Ceará (MPCE) voltou a solicitar a interdição total da Cadeia Pública de Pentecoste, onde dois presos foram mortos e nove ficaram feridos.

Os detentos foram mortos durante confronto no interior da unidade prisional. Após as mortes, a Secretaria da Justiça e Cidadania (Sejus) transferiu 25 presos e suspendeu as visitas sociais e íntimas em dez prisões da região Centro-Sul do estado.

Conforme o promotor de Justiça, Jairo Pequeno Neto, da comarca de Pentecoste, a cadeia estava parcialmente interditada desde julho de 2017. O MPCE havia entrado com uma Ação Civil Pública requerendo a interdição devido ao estado precário das instalações da unidade, que funciona em uma casa alugada no centro da cidade.

“Com base nesses novos fatos, iremos requerer novamente o pedido de interdição total devido à precariedade da unidade. O pedido será feito hoje vamos ficar no aguardo da decisão da justiça”, comentou o promotor.

Jairo Pequeno acrescentou que a cadeia “gera um risco não só para os presos, mas também para a população da cidade, em razão das constantes fugas”.

A cadeia fica em uma área residencial da cidade. Além dos presos de Pentecoste, a unidade prisional abriga detentos de Apuiarés e General Sampaio.

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