Maldade: Reforma da Previdência do governo Bolsonaro prejudica trabalhadores rurais

O Ministério da Economia confirmou nesta quarta-feira, 20, que os brasileiros que ganham acima de um salário mínimo precisarão contribuir por 40 anos para conseguir se aposentar com 100% do salário de contribuição (cujo teto hoje é de R$ 5,839 mil). A regra havia sido adiantada pelo Estadão/Broadcast ainda no dia 4 de fevereiro, por meio da minuta da proposta.

Para quem ganha o piso, nada muda, uma vez que o texto proíbe o pagamento de qualquer aposentadoria abaixo de um salário mínimo (hoje, em R$ 998). Mesmo assim, essa regra deve ser um dos focos de resistência dos parlamentares durante a tramitação no Congresso Nacional.

O ministério também confirmou que os segurados que ganham mais de um salário mínimo vão ter direito a 60% do benefício ao completar 20 anos de contribuição – que passaria a ser o tempo mínimo de contribuição, hoje em 15 anos. A cada ano adicional, são conquistados mais 2 pontos porcentuais. Por exemplo, quem conseguir ficar 35 anos recolhendo para a Previdência vai receber 90% do salário de contribuição.

A regra vale tanto para o INSS quanto para o regime dos servidores públicos, embora o tempo mínimo de contribuição a ser exigido seja diferente. Enquanto no INSS será de 20 anos, para o funcionalismo seria de 25 anos. Para professores, que, pela proposta, seriam contemplados com idade mínima menor (60 anos), a exigência seria de 30 anos de contribuição. Do Estadão!

Agricultores: 

A proposta de reforma da Previdência Social prejudicará o homem do campo e será mais difícil se aposentar como trabalhador rural.

Os agricultores rurais terão que comprovar 20 anos (240 contribuições), que praticam atividades agrícolas. Para agravar, o INSS deixou de aceitar declaração de Sindicato, que era a prova mais fácil de conseguir em virtude da filiação do Segurado.

Atualmente, é necessário apenas 15 anos (180 contribuições), sendo esse o motivo que leva o agricultor a ter o beneficio negado pelo INSS, até porque o homem do campo raramente consegue guardar provas por tantos anos.

Em tese, não basta ter apenas 60 anos, o homem do campo terá de comprovar 20 anos de provas, diga-se: provas robustas. A maior dificuldade do agricultor é comprovar essa carência de 180 contribuições, imagina 240 (20 anos). Um atentado aos nossos agricultores.