Fim do mistério: Polícia desvenda razão da morte de filho de vereador de Banabuiú

leitinho, mandante do crime, foi levado ao local do homicídio após confessar a morte de Gereba e outros dois crimes

Menos de dois meses depois, chega ao fim o mistério da morte de Walef Mendonça de Oliveira, 24 anos, conhecido como “Gereba“, filho de um vereador de Banabuiú, encontrado morto com sinais de tortura no último dia 23 de março. O trabalho de investigação da Polícia descobriu que a vítima foi executada por ordem da facção Guardiões Do Estado (GDE). De acordo com a Polícia Civil de Banabuiú, o mandante da morte foi Antônio Cleiton Rodrigues Nobre, 28 anos, conhecido como “Cleitinho“.

O trabalho de investigação e elucidação do crime foi conduzido pelo delegado da Polícia Civil de Banabuiú, Salviano de Pádua. “Cleitinho” confessou o crime após ter sido preso no último dia 17 de maio, em Quixadá. A captura do acusado foi por pura sorte: conforme a Polícia, após fazer uso de drogas o acusado tentou se jogar do alto de um prédio comercial de Quixadá. A Polícia foi acionada e resgatou “Cleitinho”. Ao fazer uma busca em seu nome, descobriu que havia 13 mandados de prisão em aberto.

Em poder de equipes da Polícia Civil, “Cleitinho” confessou o crime e revelou a razão da morte de “Gereba”: a vítima foi torturada por vistoriar com frequência a casa onde o mandante do crime vendia drogas no Centro de Banabuiú. Em depoimento, “Cleitinho” disse que “Gereba” costumava passar em frente ao local durante as madrugadas. Na terceira vez em que a cena se repetiu, foi pegue.

A ordem da morte, no entanto, partiu de uma espécie de conselho da GDE. “Cleitinho” terialigado para outros traficantes na Capital e relatado o ocorrido, que ordenaram a execução de “Gereba”. O jovem foi levado por outros dois homens ao local do crime, teve as mãos amarradas, foi espancado e em seguida morto com dois tiros e enterrado em uma cova rasa. A Polícia disse que já identificou os dois homens que atuaram na cena do crime.

No trabalho de investigação, a Polícia constatou que “Gereba” costumava madrugar pelas noites em sua moto. Foi em uma dessas noites que ele desapareceu, quando foi rendido pelo grupo de traficantes liderado por “Cleitinho”. Sua última aparição em público foi no domingo de 18 de março em uma lanchonete da cidade.

Desde aquele dia “Gereba” não foi mais visto. Familiares e amigos passaram a fazer uma corrente de buscas pela vítima. Como não usava drogas e não bebia, muitos tinham a esperança de encontrá-lo ainda com vida. Na tarde do dia 23 de março, cinco dias depois, um amigo e o pai da vítima o encontraram, com as mãos amarradas para o lado de fora da cova onde estava enterrado.

O depoimento de “Cleitinho” está ajudando a Polícia a elucidar um outro crime. Para ser batizado pela facção GDE e integrar a rede de componentes da organização criminosa, ele confessou ter ordenado a morte de outras duas pessoas. Uma delas seria um moto taxista de Quixadá, executado após ser apontado como autor de um estupro contra uma mulher e uma criança. O outro homicídio seria contra um morador de Banabuiú. Os corpos teriam sido enterrados no mesmo local onde foi entrado o corpo de “Gereba”. “Cleitinho” foi levado neste fim de semana ao local do crime para ajudar a Polícia a localizar os corpos. Cães farejadores e equipes do Corpo de Bombeiros atuam no trabalho de buscas.

Com a revelação de outras mortes, o trabalho de investigação da Polícia continua. Além da Polícia Civil de Banabuiú, participam da ação equipes do Departamento de Polícia do Interior (DPI) Sul, do Departamento de Inteligência Policial (DIP) e da Polícia Militar.