Absurdo: TCM desaprova 23 itens de 56 das contas do ex-prefeito Edson Morais, mas Câmara aprova

votacao_ibaretamaedson-contasConforme apurado por nossa reportagem, alguns vereadores chegaram a pedir dinheiro para desaprovar, mas como não tiveram sucesso.

A Câmara de Vereadores de Ibaretama, pequena cidade interiorana do Sertão Central cearense, famosa pela sua Serra Azul e outras características, principalmente políticas, ganhou mais um triste episódio, quando seis vereadores mesmo sabendo que o Tribunal de Contas dos Municípios desaprovou as contas de gestão referente ao ano de 2010 do ex-prefeito Francisco Edson Morais.

Em pauta estava à votação de aprovação das contas da administração anterior. Mesmo havendo um parecer favorável à desaprovação, o Legislativo de Ibaretama resolveu contrariar a recomendação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e votou favorável à aprovação de contas do ex-gestor. Edson chegou a passar quase um ano afastado pela Justiça sob acusação de corrupção.

O plenário do recinto, que estava lotado de visitantes, surpreendeu-se com o resultado, pois a bancada da oposição, formada por três vereadores conseguiu duplicar seus votos. O placar foi de 6 x 1, sendo que dois vereadores da situação se fizeram ausentes da sessão, sendo eles: os Lucílio Saturnino (PT) e Cláudio de Paula ( PT do B).

Votaram a favor: Welton Sidney Queiroz da Silva, Elis Regina Nogueira da Silva e Valberleno Lopes Oliveira, e os opositores: Analice Cavalcante Queiroz, Carlos Igor Matos Cunha, Francisco Carliando de Almeida.

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Conforme apurado por nossa reportagem, alguns vereadores chegaram a pedir dinheiro para desaprovar, mas como não tiveram sucesso, resolveram votar pela aprovação.

A votação se deu de forma secreta, haja vista, que o Projeto de Lei (voto aberto) proposto anteriormente pela presidente da Casa, Tereza Carla Brasilino de Freitas (Carlinha do Hospital), não fora aprovado.

Costa nos dados do TCM que, dos 56 itens julgados, 22 apresentavam graves indícios de irregularidades, especialmente no tocante a repasse previdenciário que não foram realizados. R$ 278.000,00 mil reais não foram repassados somente em 2010 ao INSS o que de acordo com o TCM configuraria crime de apropriação indébita.

No rosário de irregularidades, houve inclusive apresentação de contas divergentes, mesmo assim, os seis vereadores votaram pela continuação da política imoral que sempre reinou no Município.