Secretaria de Saúde vai investigar morte de adolescente na UPA e diz que não houve troca de medicamento

Jailton Silva e Lady Mota deram esclarecimento em vídeo postado pela Prefeitura de Quixadá mais de 24 horas depois do caso (Foto: reprodução de vídeo)

Quixadá: A secretária de saúde de Quixadá, lady Mota, e o enfermeiro e diretor-geral da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Jailton Silva, se pronunciaram oficialmente pela primeira vez sobre a morte do paciente de 14 anos. Os dois afirmam categoricamente que não houve negligência médica e que também está descartada a hipótese da troca de medicamento aplicado no adolescente. Uma investigação com o laudo do Serviço de Verificação de Óbito (SVO) deve revelar a real causa da morte.

O esclarecimento veio em forma de um vídeo, postado mais de 24 horas após a morte de Pedro Luan da Silva, de 14 anos. A gravação foi postada nas redes sociais oficiais da Prefeitura de Quixadá. Na manhã de quarta-feira (15) Lady Mota disse, por telefone ao Revista Central, que o posicionamento oficial seria dado pela manhã, mas a gravação só foi publicada no final da noite.

Jailton Silva destacou de forma categórica a hipótese de que a morte de Pedro Luan tenha sido um erro médico, causado por troca de medicamento. “A Unidade possui um sistema de dispensação individualizada de medicamento, por isso eu afirmo que não houve troca de medicamento entre pacientes”. Para o enfermeiro a versão é uma “fake news” que está “sendo disseminada de forma irresponsável”.

A versão de que um erro médico seria a causa da morte de Pedro Luan foi afirmada pela própria mãe do jovem. Em um vídeo onde aparece ao lado do radialista Washington Luiz, ela explica que o garoto recebeu atendimento inadequado ao dar entrada na UPA com dores lombares. “Passaram outro medicamento e ele se intoxicou, ficou todo roxinho, todo pálido, aí o médico que estava aqui só fez olhar pra ele e disse que ele fosse pra casa”. No entanto, no vídeo de esclarecimento o diretor-geral da UPA refuta essa hipótese. “Todos os atendimentos prestados foi de acordo com a necessidade clínica que ele requeria. Não houve negligencia ou omissão”.

Lady Mota explicou que o caso foi enviado para o Serviço de Verificação de Óbito (SVO) que deverá revelar a real causa da morte do paciente, mas o Revista Central apurou que exame deve sair em até 30 dias. “É de interesse da secretaria de saúde saber, qual foi a real causa morte que resultou nesse triste episódio”.

Lady Mota e Jailton não afirmam que haverá apuração interna da conduta de profissionais, mas a secretária de saúde falou da dedicação dos trabalhadores de saúde, e pontuou que “a Secretaria de Saúde se dispõe a tirar qualquer esclarecimento e que estamos a disposição para o que precisar”.