Morre, aos 73 anos, a quixadaense Rosa da Fonseca, presa durante a ditadura militar e fundadora do Crítica Radical

Rosa da Fonseca foi presa durante a ditadura e torturada; ela tratava um câncer no ovário (Foto: jornal O Povo)

Quixadá: A militante política natural de Quixadá, Rosa da Fonseca, morreu nesta quarta-feira (1°), aos 73 anos. De acordo com amidos cearense Rosa vinha tratando um câncer de ovário e estava internada no Hospital São Carlos, em Fortaleza.

Rosa Maria Ferreira da Fonseca nasceu em Quixadá, no dia 24 de abril de 1949. Sua história de vida é marcada principalmente pela luta militante no período da Ditadura Militar quando fundou o movimento crítica radical.

O ex-prefeito de Quixadá, o petista Ilário Marques, destacou a morte de Rosa da Fonseca com uma homenagem em suas redes sociais, onde lembrou que ela era quixadaense, fato que poucos conheciam.

“Guerreira, com suas concepções, sempre lutou por um mundo melhor, defensora do nosso povo. Rosa, amiga, conterrânea de nosso amado Quixadá, deixa saudades à todos aqueles e aquelas que conhecem sua história e suas bandeiras. Minha solidariedade aos familiares, amigos e amigas”, escreveu Marques.

Outros políticos como a atual governadora do estado, Izolda Cela, o ex-chefe do executivo cearense e candidato ao senado, Camilo Santana, o candidato ao governo Capital Wagner e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, também lançaram mensagens de apoio pelo falecimento de Rosa da Fonseca.

O jornalista Ériko Firmo, do jornal O Povo, escreveu um livro que levava o nome da militante, lançado pela editora Democrito Rocha. “Ex-vereadora da cidade de Fortaleza, Rosa da Fonseca teve importante participação na luta estudantil nos anos de ditadura militar no Brasil. Foi presa política e vítima de tortura antes de fundar, em 1973, o grupo Crítica Radical. Ao lado de Jorge Paiva, Célia Zanetti, Maria Luiza Fontenele e outros militantes, Rosa contribuiu para a ação e reorganização dos movimentos sociais nos últimos trinta anos de história política no Brasil”.

Rosa cursava ciências sociais quando chegou a ser presa e foi impedida de seguir sua graduação na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ela chegou a trabalhar também como professora e foi uma das vozes femininas mais firmes da esquerda cearense. O velório dele Rosa da Fonseca deve ocorrer na funerária Eternos, em Fortaleza. O local onde ela será sepultada não foi divulgado.