Quixadá: Sorveteiro que decepou membros de mulher é condenado a 18 anos por tentativa de feminicídio

João Paulo Militão de Castro responde outros processos (foto: SSPDS-CE/divulgação)

Quixadá: No dia 25 de novembro de 2018, uma publicação do Revista Central deixou a população revoltada ao destacar que um ex-companheiro teria decepado parte do corpo de sua ex-companheira, usando uma foice como instrumento da ação delituosa. O crime chocante ganhou repercussão nas redes sociais.

De acordo com o Ministério Público Estadual, o sorveteiro João Paulo Militão de Castro, 41 anos, utilizando-se de uma foice, atingiu a integridade física de Vera Lúcia Barbosa de Oliveira, quando ela estava na casa do irmão, na Fazenda Fonseca Iburana, no distrito de Daniel de Queiroz, em Quixadá.

O motivo foi pelo mero fato da vítima não mais querer o relacionamento com o autor do crime, que confessou os fatos após ser preso em flagrante. A mulher teve sua mão esquerda e braço direitos amputados. O MPCE denunciou João Paulo por tentativa de feminicídio

No último dia 22 de novembro, três anos depois, Militão foi levado a julgamento e o Tribunal do Júri decidiu pela condenação do réu. A sentença foi proferida pelo juiz Welithon Alves de Mesquita, titular da Vara Única da Comarca de Quixadá que fixou 18 (dezoito) anos e 8 (oito) meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicialmente fechado.

Para o juiz, o crime na forma e modo em que praticado apresenta extrema gravidade. Cita ainda que o reu ainda responde por crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica e estupro de vulnerável.  “O condenado é de má índole, com temperamento agressivo, e insensível ao sofrimento alheio, verifica-se ainda que é agressor assíduo de pessoas do sexo feminino, respondendo por Medida Protetiva contra a mesma vítima. Ademais, responde por um estupro de vulnerável contra uma sobrinha.” enfatiza Mesquita.

Mulher teve membros decepados. Foto autorizada pela família

Estado da vítima

Segundo relatado pela vítima, o crime lhe causou grande conturbação em sua vida, visto que resultou em deficiências permanentes, ficando dependente de sua filha de 12 (doze) anos para desempenhar até as tarefas mais simples, assim incapacitada para o trabalho. Ademais, relatou ainda, que o acontecido, acabou com sua família, visto que abalou o psicológico de todos, pois o crime foi cometido na frente de diversos familiares, inclusive sendo necessário o tratamento psicológico de um dos filhos.

Continua preso

O magistrado não concedeu ao réu o direito de recorrer em liberdade, “o réu possui uma vida voltada ao cometimento de crimes contra mulheres, sendo considerado de alta periculosidade”.

Militão está preso há 2 anos 11 meses 27 dias, resta então cumprir 15 (quinze)anos, 8 (oito) meses e 3 (três) dias. Ele recorreu da sentença e requer redução de pena.

Vera Lúcia Barbosa de Oliveira ficou com deficiências permanentes (foto: reprodução da perícia/RC)

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