Sete pessoas são presas em Operação que apura fraudes em licitação no município de Itatira

Equipes da Polícia Civil realizaram buscas na cidade de Itatira; Prefeitura não se pronunciou (Foto: divulgação)

Região Central: Ao todo sete pessoas foram presas por equipes da Polícia Civil na segunda fase da Operação Hasta, que investiga crimes de corrupção ativa e passiva e fraudes em licitações. A ofensiva aconteceu nesta quinta-feira (21) em Fortaleza e no município de Itatira.

O balanço com o resultado da operação foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Ceará. Ao todo 90 policiais participaram da Operação dividido nas duas cidades. Os oficiais cumpriram mandados de prisão preventiva que resultou na captura de sete pessoas suspeitas de participarem e planejarem um esquema criminoso.

De acordo com as investigações, os alvos são integrantes de um grupo que suspeita-se ter movimentado cerca de R$ 132 milhões nos últimos oito anos. Logo cedo, equipes da Polícia Civil tomaram as ruas da pequena cidade de Itatira. A movimentação chamou a atenção da população.

A Polícia Civil não divulgou quantas das sete prisões ocorreram em Itatira. A Prefeitura da cidade não se pronunciou sobre o assunto e o prefeito do município, Zé Dival, também não falou sobre a operação em suas redes sociais. Zé Dival foi reeleito em 2020 e como as investigações apuram fraudes em licitação nos últimos oito anos, é provável que seu primeiro mandato esteja sendo apurado pelos investigadores.

O objetivo foi retirar de circulação os investigados e impedir que eles continuem a dilapidar o patrimônio publico através de crimes. A Polícia Civil segue com as apurações no intuito de capturar outras pessoas envolvidas nos crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os trabalhos seguem na Capital e no Interior Norte.

Primeira fase

O nome da operação faz alusão a uma expressão de origem árabe que significa “sob a lança”, o que quer dizer que debaixo da lança nada deveria ser oculto, não podendo haver suspeitas em um contrato ou em um negócio. Os trabalhos policiais focaram um grupo comandado por membros da mesma família que beneficiava terceiros, popularmente conhecidos como “laranjas”, para fundarem e/ou assumirem empresas que concorriam e ganhavam licitações milionárias nos municípios investigados.

Na primeira fase, os trabalhos policiais resultaram no sequestro de 38 veículos e de um imóvel, bem como o bloqueio de R$ 2 milhões em ativos financeiros de centenas de contas bancárias relacionadas aos alvos da investigação. Ainda durante as ações, duas pessoas foram presas em flagrante pelos crimes de falsificação de moeda, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo.