Açude Banabuiú, Orós e Castanhão terão vazão liberada no primeiro semestre de 2021

Açude Arrojado Lisboa, em Banabuiú, está entre os que terão vazão realizada no primeiro semestre de 2021 (Foto: Sistema Verdes Mares)

Região Central: O principal açude do Sertão Central em termos de capacidade de reserva hídrica, o Açude Arrojado Lisboa em Banabuiú, deverá abrir as válvulas do chamado véu de noiva como forma de seguir o plano de Operação Emergencial do primeiro semestre de 2021. O plano é elaborado pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) e prevê que outros dois importantes açudes também façam a liberação de água: o Orós e o Castanhão.

A decisão sobre a liberação das águas dos três reservatório ocorreu mediante a uma reunião com membros dos Comitês de Bacia do Jaguaribe, Banabuiú, Salgado e Região Metropolitana, que avaliavam a prestação de contas da operação de alocação de água dos açudes realizada ainda no ano passado. De acordo com a Cogerh, na mesma reunião os membros do Comitê decidiram coletivamente a operação emergencial de 2021.1.

O órgão não precisou quando, exatamente, os açudes começariam a soltar a água, e se limitou a dizer que a operação ocorrer neste primeiro semestre. A reunião avaliou os números da vazão de água feita no ano passado, e constatou, conforme os dados apresentados pela equipe técnica da Cogerh, que a vazão média operada nos reservatórios durante o segundo semestre de 2020 encontra-se dentro dos parâmetros aprovados em junho de 2020. Como a alocação estava dentro do esperado, para o primeiro semestre de 2021 o Banabuiú, Orós e Castanhão deverão ter vazões máximas.

No encontro ficou definido que o Açude Arrojado Lisboa deverá soltar o equivalente a 0,18 metros cúbicos de água por segundo, ou seja, um total de 10.800 litros de água a cada minuto. No release enviado à imprensa com as informações sobre a operação, a Cogerh não especificou por quantos dias a operação deverá ser mantida. O orós terá uma vazão de 1,5 metros cúbicos por segundo e o Castanhão seis metros cúbicos por segundo. Nesta operação a Cogerh garantiu que não será enviada água do Castanhão para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O diretor de operações da Companhia, Bruno Rebouças, lembra que o processo da operação emergencial é diferente da alocação negociada, que ocorre tradicionalmente no segundo semestre. “Nesse momento, enquanto há expectativa de chuvas, nós trabalhamos com um teto máximo para essa operação, e quando a chuva acontece, a água é economizada. Essa liberação funciona como um complemento e salvação para que não haja escassez”, explica.

O diretor presidente da Cogerh, João Lúcio Farias, destacou que a reunião representa uma continuidade do trabalho de gestão participativa, visto que o processo ocorre em todos os 12 CBHs do Estado. “Temos hoje uma situação de volume hídrico distinta entre as bacias, com níveis baixos na região do Jaguaribe devido às chuvas diminutas na região. O acompanhamento da Cogerh é muito importante para atravessarmos esses períodos garantindo o abastecimento humano, nossa maior prioridade”, afirma.