Estado vai começar processo para compra de equipamentos de adutora que será construída no Açude Banabuiú

Vista aérea do açude de Banabuiú que compçoem a Bacia hidrográfica de mesmo nome (Foto: Sistema Verdes Mares)

Região Central: Visto por muitos como uma solução emergente para o grave problema da seca, enfrentado anualmente pelo cearense, o projeto Malha D’água deve ser um alento para esta situação. Nesta terça-feira (8) o Governo do Estado anunciou que deu início ao processo de licitação para a construção do sistema de adutoras da Bacia do Banabuiú, no Sertão Central. O programa será financiado através de uma parceria com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD – Banco Mundial).

O trâmite está sendo feito através da Secretaria de Recursos Hídricos, pasta responsável pela execução das operações e tratativas relacionadas ao programa. Conforme a pasta, nesta etapa do Malha D’água a licitação vai buscar “a contratação dos estudos, planos, design (projeto executivo) e execução das obras do Sistema Adutor Banabuiú – Sertão Central (SAB – SC)”.

A estação do projeto que se situa na Bacia do Banabuiú ficará no açude Arrojado Lisboa, na cidade homônima. Ainda conforme a SRH, os equipamentos servirão para operacionalizar o abastecimento de água tratada de nove sedes municipais e 38 distritos selecionados pelo Ceará. Ou seja, do Banabuiú, a adutora e seus futuros equipamentos, levarão água para ser tratada em uma Estação e, de lá, enviada às nove cidades.

A concepção do Projeto Malha D´àgua consiste na implantação de sistemas adutores a partir de açudes resilientes à seca, interligando-o diretamente às localidades beneficiadas. A localização da estação de tratamento, junto à fonte hídrica, garantirá o padrão adequado da qualidade da água tratada ao longo da adutora. O sistema prevê o abastecimento não apenas dos grandes centros urbanos, mas também das sedes distritais daqueles municípios contemplados.

A priorização do Sistema Adutor Banabuiú – Sertão Central (SAB – SC), concebido no âmbito do Contrato de Empréstimo, baseou-se em um conjunto de critérios hidrológicos, incluindo disponibilidade de água, criticidade do abastecimento de água atual e disponibilidade de água e fontes de água alternativas imediatas.