Pandemia em Quixeramobim: em 10 dias, número de curas aumentam mais do que os casos confirmados

Quixeramobim: a pandemia do coronavírus em Quixeramobim continua tornando difícieis os dias de quem mora na cidade, no entanto, um comparativo de números dos últimos dez dias, indica que o município possa estar começando a ter as suas primeiras semanas de estabilidade, o número de altas clínicas chegou a quase 1.500, de acordo com os dados confirmados pela Secretaria de Saúde.

Em função da lei eleitoral, a Prefeitura de Quixeramobim decidiu excluir todas as postagens na fanpage da gestão que existia no Facebook. O site da prefeitura não é atualizado diariamente, os números que existem lá ainda são do dia 24 de agosto, para se ter uma ideia. E os únicos dados disponibilizados estão no instagram, mas trazem levantamentos somente a partir do último dia 17 de agosto.

Naquela data Quixeramobim tinha 1.117 pessoas consideradas curadas, já no boletim informado na tarde desta quarta-feira (26) pela Prefeitura, o município já contava com um número bem maior: foram 1.532 pessoas de alta clínica, um aumento de 415 pessoas curadas num intervalo de apenas 10 dias. No mesmo período, o número de novos casos confirmados foi pouco mais da metade do que o de novas curas: 241 pacientes infectados que passaram a integrar o boletim.

Além disso o número de óbitos, o mais grave levantamento e o que mais é considerado por todas as cidades, aos poucos está se estabilizando. Desde o último sábado (22) não há registros de novas mortes em consequência da doença. Quioxeramobim está já há cinco dias com a marca de 86 mortes, o que significa um alívio para a cidade que até pouco tempo, via o registro de falecimentos crescer num ritmo quase desordenado.

Mas numa cidade em que até pouco tempo passava por um dos seus piores momentos da pandemia, um simples comparativo não significa que aquilo de mais grave já terá passado. Os números de novos exames realizados, por exemplo, evidenciam isso. Há dez dias eram apenas 17 pessoas que tinham feito exames e aguardavam o diagnóstico, e no boletim de quarta (26) esse número chegava a quase 400.