Com três novas mortes em apenas 24 horas, Quixeramobim já chega a 64 óbitos por Covid-19

Quixeramobim: mais uma vez o município de Quixeramobim contabilizou o total de três novas mortes em um período de apenas 24 horas, causadas pelo coronavírus. Com isso, o município passou dos 61 mortos na tarde da última quarta-feira (5) para as 64 mortes. A atualização foi confirmada pela Secretaria de Saúde de Quixeramobim, na tarde desta quinta-feira (6).

Do dia primeiro de agosto até agora, Quixeramobim já contabiliza um total de 10 mortes de pacientes que tiveram complicações pelo Covid-19. É um número assustador que está deixando a cidade pavorosa. Ainda na noite de quinta, logo depois que os dados foram divulgados, houve repercussão nas redes sociais. O boletim também mostrou que o número de casos confirmados chegou a 1.526.

Na última quinta, frente ao crescente número de casos confirmados e de óbitos, e após se ver pressionado pela opinião popular a tomar providências mais duras no enfrentamento ao coronavírus, o prefeito da cidade, Clébio Pavone, esteve em reunião na sede da Secretaria de Saúde com o médico Dr. Cabeto, onde tratou dos números da doença no município. Clébio não deu detalhes sobre os desdobramentos e as decisões da reunião.

Essa semana, em live na sua rede social, Clébio reconheceu que Quixeramobim enfrenta um período difícil do coronavírus, com o acúmulo de casos confirmados e de óbitos. Ele chegou a confirmar que poderá decretar o regime de Lockdown na cidade, caso o trabalho de Secretaria de Saúde até a próxima semana, não renda os frutos esperados no combate à doença.

O Portal Revista Central publicou essa semana uma série de três reportagens em que mostrou a complicada e delicada situação vivida por Quixeramobim durante o mês de julho. Foi o pior mês desde o início da pandemia, quando a cidade chegou a registrar o que foi considerado o pico da doença. O portal também mostrou que embora passasse por um período delicado, a prefeitura tinha em caixa mais de R$ 3 milhões, e havia usado até a publicação da reportagem pouco mais de R$ 500 mil. Enquanto isso, as redes sociais institucionais da Prefeitura, priorizava ações feitas pela gestão, ao invés de alertas de prevenção e de cuidados no combate à doença.