Onda de frio no Sertão Central congela folhagens em Ibicuitinga e deve chegar a 17º em Quixadá e Choró

Baixas temperaturas  formaram uma fina camada de gelo nas folhagens em Ibicuitinga, na zona rural (Foto: divulgação)

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*Atualizada às 12h01

Região Central: conhecida pelo seu aspecto tradicionalmente quente e com calor à pino, os moradores de cidades do Sertão Central estão sendo surpreendidos desde segunda-feira (6) com uma onda de baixas temperaturas. Em alguns municípios houve até a formação de finas camadas de gelo em folhagens, surpreendendo a população. E esse cenários deve permanecer pelo menos até a madrugada desta quarta-feira (8) fazendo os termômetros de algumas cidades marcar os 17º.

O frio começou a ser percebido ainda no decorrer desta segunda-feira (6). Alguns municípios tiveram registros de chuvas deixando as temperaturas mais amenas. Onde não choveu, o sol também não apareceu, favorecendo a presença de um clima mais frio. A noite, nevoeiros se formaram em algumas cidades e na manhã desta terça-feira (7) as temperaturas tornaram a cair.

Chegada do inverno deve provocar temperaturas “incomuns” para os cearenses

Os índices mais baixos foram registrados em Choró e Itatira, com 19º nas primeiras horas desta terça. Deputado Irapuan Pinheiro marcou 22º e todas as demais cidades, como Quixadá e Quixeramobim, marcaram 23º nos termômetros. Em algumas comunidades, a sensação térmica ficava bem abaixo do que os índices marcavam. Em Pinheiros, zona rural de Ibicuitinga, os moradores registraram uma pequena camada de gelo formada pelo baixos graus térmicos sob folhagens. A cena se espalhou pelas redes sociais e repercutiu na cidade.

E de acordo com o Clima Tempo essas temperaturas devem permanecer pelo menos até a manhã de quarta-feira (8). Entre as 4h e às 6h da manhã de quarta, os índices devem chegar a 17º em Quixadá, Itatira e Choró. Madalena, também no Sertão Central, deve marcar 18º. Já as demais cidades terão temperaturas que variam entre 20º a 21º.

Esse cenário é curioso e desperta sempre a curiosidade de quem mora na região. Acostumado com o sol quente e ondas de calor, muitas pessoas se impressionaram com a marcação nos termômetros, principalmente porque o período chuvoso já chegou ao fim. Mas de acordo com a Fundação Cearenese de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) climatologicamente, os meses de junho e julho são mais “frios”. Neste período o Hemisfério Sul passa a vivenciar o inverno, quando o eixo de rotação do planeta Terra tem uma inclinação de 23° em relação à incidência solar. Com isso cada hemisfério recebe mais ou menos luz solar dependendo da época do ano.

No caso do estado do Ceará, que está localizado próximo à linha do Equador, o que se observa é uma queda relativamente menor nas temperaturas, comparada, a outros períodos. “Dessa forma, é inverno em um hemisfério quando o período de sol é menor, ou seja, há menos aquecimento uma vez que as noites são mais longas (período sem sol) do que os dias (período com sol)”, afirma Meiry Sakamoto, gerente de Meteorologia da Funceme.

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*NOTA DO EDITOR: o Portal Revista Central usou, equivocadamente, o termo “geada” para se referir à foto que mostramos na matéria, mas o fenômeno é improvável de acontecer na região, visto que para ser formar é preciso que as temperaturas cheguem perto de 0º. Sites especializados em climatologia e meteorologia fornecem essa explicação. Pedimos desculpas pelo equívoco.