Alta em número de mortes e confirmados sugere que Quixeramobim esteja vivendo “pico” do Coronavírus

Sede do Hospital Regional do Sertão Central com hospital de campanha montado no estacionamento

Quixeramobim: a matémática comprova: o município de Quixeramobim possui elementos de sobra para crer que a cidade está passando pelo seu pior momento da pandemia do coronavírus. É o que os especialistas chamam de “pico”, o momento mais crítico da pandemia, aquele em que mais morrem e mais pessoas se contaminam. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado na noite desta segunda-feira (20) a cidade passou dos 41 para 43 mortes e o número de casos confirmados chegou a 1.093, segundo as informações da Secretaria de Saúde.

A partir destes números, é possível fazer vários e simples operações matemáticas que evidenciam a criticidade do momento vivido pelos quixeramobienses. O primeiro deles está no índice de mortes que se pode levantar até agora. De acordo com os números do boletim, Quixeramobim tem 1.093 pacientes que testaram positivo para o coronavírus. Destes, 637 não apresentaram mais os sintomas e foram considerados curados. Essa subtração revela que dos 1.093 confirmados, atualmente o município possui apenas 456 pessoas com a doença.

Deste total, 43 já morreram, dois a mais somente nas últimas 48 horas. Ou seja, a cada 10 pessoas que permanecem doentes, uma não suportou os efeitos do coronavírus e faleceu. Um dado assustador para o município, e mais ainda se a comparação for somente nas três semanas deste mês, em que tudo indica, esteja sendo o mês do pico da doença. Neste período, o número de infectados subiu de 731 para 1.093, um acréscimo de 362 casos a mais. Enquanto o de descartados, passou de 993 para 1.231, uma diferença de 238 testes. Ou seja, em julho, houve mais pessoas que testaram positivo do que as que negativaram.

E se esses dados ainda não são suficientes, e o convencimento para que alguém perceba a gravidade que Quixeramobim vive, se dê com uma comparação ainda mais grave, então basta fazer essa comparação com Quixadá, nada menos do que uma das cidades do interior do estado que mais possuem pessoas contaminadas com o coronavírus. Por lá, para se ter uma noção, nas três primeiras semanas de julho só houve 11 casos de mortes pela doença, enquanto em Quixeramobim foram 17.

O momento de pico é um dos mais delicados para uma sociedade que vive os efeitos da pandemia do coronavírus. O contágio e a proliferação se dão de maneira mais fácil, visto que a quantidade de casos e de óbitos se dão quase que de forma natural, visto a condição de proliferação do Covid-19 naquele meio. É preciso um empenho ainda maior do que tudo o que já foi feito, para contornar esse quadro. O freio só ocorre com medidas duras e rídigas. Mas, conforme o portal Revista Central mostrou, enquanto a cidade vive um de seus período mais alarmantes da pandemia, o prefeito e pré-candidato à reeleição, Clébio Pavone, segue em ritmo de pré-campanha.