Prefeitura que iria abrir igrejas a partir de 1º de junho desiste da medida após recomendação do MPCE

Igrejas deveriam ser abertas a partir do dia 1º em Arneiroz, desde que obedecidas medidas de segurança (Foto: reprodução)

O decreto do município de Arneiroz que autorizava a abertura de igrejas a partir de 1º de junho, foi revogado depois que o Ministério Público do Ceará (MPCE) recomendou que o prefeito do município “se abstenha de editar o ato de igual ou teor semelhante”. A revogação aconteceu na última sexta-feira (22).

A prefeitura da cidade decretou, na última quarta-feira (20), que estava liberando o funcionamento de igrejas no início de junho. Era necessário obedecer algumas regras, como dispor de uma pessoa para organizar o fluxo de pessoas e orientar a usar álcool em gel, uso de máscara por parte dos fiéis e um número máximo de 40 pessoas dentro dos templos.

A procuradora da cidade, Lilian Monteiro, justificava que a cidade era de pequeno porte e que, obedecida as medidas de segurança, era possível liberar os templos. Ela também considerava na decisão que Arneiroz não tinha apresentado nenhum caos grave de Covid-19, até então. Mas na sexta-feira (22), por meio da Promotoria de Justiça de Tauá, o MPCE recomendou que a decisão fosse revogada e que a prefeitura tinha o prazo de 48 horas para atender a recomendação.

Edgar de Castro Monteiro, prefeito do Município, decidiu acatar a recomendação do órgão de justiça cearense. Caso a medida não fosse obedecida, o MPCE previa punição à prefeitura da cidade, como ação civil pública por improbidade administrativa.